Domingo, 05 de Setembro de 2010








 

História:

Em outros, quando a praticidade da luz elétrica não fazia parte do cotidiano dos ijuienses, as formas de obtenção de energia eram rudimentares não supriam a demanda que crescia rapidamente. Singelas lamparinas e lampiões, a energia movida por animais e a energia hidráulica, não eram mais suficientes à crescente industrialização de nosso município.

Com a emancipação da cidade em 1912 e a ampliação da estrada ferroviária, o desenvolvimento era flagrante e, para acompanhá-lo, fazia-se imprescindível o uso da energia elétrica, mas enquanto ela não chegava, a luz que era oferecida à comunidade provinha de um “Locomóvel”, uma máquina a vapor sobre rodas. Esta iluminação iniciava ao escurecer e terminava à meia-noite. Aos notívagos, restava recuperar as lamparinas e lampiões.
Em 1920 iniciavam-se estudos para avaliar o potencial hidrelétrico dos rios da cidade, concluindo-se que havia, sim, a possibilidade de instalação de uma usina hidrelétrica de Ijuí, a Usina da Sede, hoje conhecida como Usina Velha. A partir de então, as ruas estavam sendo iluminadas com a força da cascata do Rio Potiribu. Embora não tenha sido a primeira hidrelétrica construída no estado, a Usina da Sede ou Usina Velha é a mais antiga ainda em funcionamento no Rio Grande do Sul.
Com a instalação da usina, a fisionomia de Ijuí se transformou. O comércio e a indústria se modernizaram tecnologicamente e o desenvolvimento da cidade prosperou. Inicialmente, a produção da Usina era maior do que a demanda da cidade, podendo fornecer energia para cidades vizinhas, no entanto, em quatro anos sua força não foi mais que suficiente para atender as necessidades locais, em função do crescente número de fábricas e do desenvolvimento regional.

Várias medidas paliativas são tomadas: em 1931 é instalado o 2º grupo gerador, em 1948 o 3º grupo gerador e em 1951 é acionado o 4º grupo. Mas estas ações não são o bastante para suprir a demanda.

Decide-se pela construção de uma nova usina e, em 1959, inaugurou-se a Usina Do Passo de Ajuricaba (UPA) que foi ampliada em 1975. Após um período difícil, de luta contra a encampação da energia municipal pelo governo federal, as usinas permaneceram gerando riquezas. Atualmente, a Usina Velha e a UPA produzem aproximadamente 30% da energia consumida na cidade. É a geração de base que traz dividendos econômicos ao município.
Logo após o surgimento da primeira usina em Ijuí, foi criada a “Secção de Força e Luz” que, sediada em uma casa de alvenaria na Praça da República, prestava serviço de plantão através de um pequeno grupo de funcionários e eletricistas.

Em 1973, foi adquirido o prédio localizado na esquina das ruas Ernesto Alves e José Bonifácio, onde se instalou a “Secção de força e Luz”. Com a contratação de novos profissionais e melhorias nas instalações, foi criada a Secretaria Municipal de Energia e Comunicações: a SMECOM. Esta secretária é transformada em uma autarquia municipal com autonomia administrativa, patrimonial e financeira, surge, assim, o Departamento Municipal de Energia de Ijuí, o DEMEI que, hoje, é uma concessionária de geração e distribuição de energia que atende, satisfatoriamente, todas as normas da Agência Nacional de Energia Elétrica-ANEEL.

O DEMEI desenvolve, permanentemente, ações planejadas que buscam a crescente qualificação de seus serviços e a mais eficiente produção e distribuição da energia no município de Ijuí.

Hoje, o DEMEI possui em torno de 24.670 consumidores que dispõem da seguinte infra-estrutura:

- 469,48 km de redes de alta e baixa tensão;
-11.693 postes;
-8.965 pontos de iluminação;
- aproximadamente 294 transformadores;
- frota de 17 veículos próprios entre caminhões, camionetes e automóveis leves;
- e 112 servidores.

O DEMEI dispõe, também, de um plantão 24 horas que busca oferecer eficiência e agilidade em serviços de qualidade.

Fonte:
A história da energia elétrica em Ijuí - Profª Ana Maria Colling
“Demei, uma história”

 
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